5.3.13

Pela primeira vez: Bebé com VIH/Sida “funcionalmente curado” da infecção

Aconteceu pela primeira vez: uma criança, nascida nos Estados Unidos da América, depois de nascer infectada com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) pela mãe, foi “funcionalmente curada.”
A criança, agora com dois anos de idade, não tem “níveis detectáveis” de HIV no sangue, mesmo sem tomar medicação para o vírus há mais de 10 meses. Trata-se assim da primeira vez que isto acontece na história do tratamento do Human Immunodeficiency Virus (HIV) / SIDA.

O estudo foi apresentado na cidade de Atlanta este domingo. Na Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, Deborah Persaud, professora de doenças infecciosas no John Hopkins Children’s Center e Katherine Luzuriaga, professora de pediatria e de medicina molecular na University of Massachusetts Medical School disseram que este caso sugere que o fornecimento de terapia anti-retroviral nos primeiros dias de vida, para algumas crianças infectadas com o HIV, pode impedir o HIV de estabelecer um reservatório, ou esconderijo, nos seus corpos e, portanto, consegue-se assim alcançar a cura para essas crianças.
Os investigadores acreditam que não se tratou de um caso isolado e que a partir deste estudo podem vir a curar outras crianças do HIV, no entanto, mais estudos são necessários.

Criança nasceu em Julho de 2010

Em Julho de 2010 a criança outrora infectada com HIV nasceu prematuramente no Mississippi. A sua mãe não recebeu qualquer tratamento para a criança não nascer com VIH. Com apenas 30 horas de vida, a criança recebeu prematura recebeu anti-retrovirais líquidos, continuando a terapeutica por 18 meses.
A carga viral dminuiu logo após um mês para 50 cópias de HIV por milímetro de sangue. No ano passado os níveis cairam para 20 cópias de HIV por milímetro.
Citado pelo site Mashable, Anthony S. Fauci, director do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, diz que com este estudo os médicos estão melhor preparados para combater a tranmissão de VIH entre mãe e criança.

Liga Portuguesa contra a Sida vê sinal de esperança

Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga portuguesa Contra a Sida, disse hoje à agência Lusa que vê esta notícia como um “sinal de esperança.” A presidente da Liga adverte no entanto para a criação de falsas expectativas, pois não se trata de uma cura mas de um enfraquecimento do vírus. e é ainda necessário “perceber que efeitos secundários vai ter esta criança a longo ou médio prazo.” Para Maria Eugénia Saraiva a prevenção da doença continua a ser o mote.

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