23.8.13

HIV: saiba mais sobre o vírus da Aids

Estima-se que 1,8 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV e que um terço delas vive no Brasil. Ele pode ser transmitido pelo sangue (ex: relação sexual, agulhas e transfusão) ou pelo leite materno. Os portadores do vírus podem apresentar deficiência de nutrientes como zinco, selênio, vitaminas A, B6 e B12, ou seja, vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do sistema imune. Além do tratamento com os antiretrovirais a nutrição pode auxiliar na redução e na frequência das manifestações clínicas.
Alguns estudos já foram publicados utilizando fermentados contendo as vitaminas e minerais acima, mais fibras, demonstrando uma melhora de imunidade e de perfil lipidico dos pacientes soropositivos.
Em 2010 um estudo publicado na Nature descobriu que a presença do gene HLA B57 fazia com que o organismo produzisse mais linfócitos T essenciais para o combate contra infecções. A partir daí, esse ano já houve promessas de uma possível vacina que auxiliasse na melhora da imunidade dos pacientes. Mais estudos estão sendo feitos para que isso seja possível e quem sabe a cura para a doença esteja perto de ser encontrada.
A prevenção mais utilizada contra a Aids é a camisinha, que tem eficácia entre 90-95%. Outros meios de prevenção são: redução do número de parceiros sexuais, tratar DSTs se houver, não compartilhar agulhas e seringas, exigir material descartável ao coletar sangue, se for mulher HIV-positiva evitar a gravidez e caso ocorra tomar os antirretrovirais. São comuns nesses indivíduos alterações no perfil lipídico e glicêmico aumentando a incidência de obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes.
Uma ingestão insuficiente de nutrientes nesses pacientes afeta diretamente sua resposta ao tratamento. A nutrição tem como objetivos minimizar a perda de peso corporal, de massa magra, a imunossupressão e a ocorrência de doenças oportunistas. Alimentos ricos em vitaminas e minerais antiinflamatórios e antioxidantes são essenciais para a melhora do quadro inflamatório e do estresse oxidativo. Frutas vermelhas, peixes, cereais como linhaça e chia, azeite extra virgem, crucíferos e legumes contém substâncias como flavonóides, fibras, ômegas e outros ativos que contribuem para a melhora do quadro nutricional dos pacientes.
Autoimagem
De acordo com estudo de 2011, 75% dos avaliados mostraram alto grau de insatisfação com a imagem corporal, não havendo diferença entre os sexos. Os indivíduos mais insatisfeitos se queixaram de sintomas de depressão, o que contribui para a má adesão à terapia antirretroviral, à reduzida qualidade de vida e à diminuição da sobrevida entre esses indivíduos. A difusão de informações educacionais para os pacientes são fundamentais para o entendimento sobre os sintomas não visíveis da lipodistrofia, como as que envolvem as funções metabólicas.
Alguns estudos apontam que mudanças nos hábitos alimentares e a prática de atividade física são importantes para que alguns resultados positivos sejam alcançados. Intervenções nutricionais e mudanças no estilo de vida auxiliam na melhora da imagem corporal e consequentemente da auto-estima aumentando a adesão à terapia antirretroviral.
Atividade física
Conforme a doença vai avançando, os pacientes apresentam uma perda significativa de massa magra, o que aumenta significativamente a força e estimativa de hipertrofia muscular, além de redução de gordura corporal, perímetro da cintura e glicemia de jejum. Eles ressaltam que esse resultado só é possível em conjunto com uma nutrição adequada para que haja a síntese protéica.
O exercício físico pode aumentar o estresse oxidativo se realizado de forma muito intensa. Entretanto, os pesquisadores sugerem a atividade física de leve a moderada, aumenta também a capacidade antioxidante do organismo (CAT, GPx e SOD) trabalhando em conjunto com uma alimentação rica nesses nutrientes e com a terapia antiretroviral. Sugere-se que mais estudos sejam realizados para uma comprovação final desses benefícios. Para o tratamento adequado há a necessidade do acompanhamento médico, nutricional e de um educador físico.

http://atarde.uol.com.br/cienciaevida/materias/1527785-hiv-saiba-mais-sobre-o-virus-da-aids