8.8.13

O que é o exame de carga viral?

O exame de carga viral mostra o número de cópias do HIV por mililitro de sangue.  Há três tipos de exame aprovados pela United States Food and Drug Administration – FDA (Agência de Vigilância Sanitária dos EUA) que podem ser utilizados para medir a quantidade do HIV no sangue: o Amplicor HIV-1 Monitor (também conhecido como Exame PCR), fabricada pelo Laboratório Roche; o Versant HIV-1 RNA assay, da Bayer; e o NucliSens HIV-1 QT, da bioMerieux. Estes exames de carga viral utilizam métodos diferentes para medir a quantidade de HIV no sangue.  Segundo o AIDS Education and Training Centers National Resource Center (Centro Nacional de Recursos dos Centros de Educação e Treinamento em Aids), os testes mais sensíveis conseguem medir cargas virais de apenas 40 a 80 cópias/mL.  Também podem medir mais de 1 milhão de cópias/mL.  Visto que os vários testes podem dar resultados diferentes, é  importante sempre utilizar o mesmo tipo de teste para medir a carga viral.
O que significam os resultados?
Quando o resultado dá carga viral alta, isto significa que o HIV está se replicando muito.  A carga viral é alta quando fica entre 5.000 e mais de 1 milhão de cópias/mL. De modo geral, um resultado com carga viral alta significa que a doença está evoluindo mais rapidamente. Por outro lado, um resultado com carga viral baixa pode estar entre 40 e 500 cópias/mL.  Isto significa que o vírus não está se replicando ativamente, e que a evolução da doença é lenta.  Se uma pessoa com HIV recebe um resultado com carga viral indetectável, isto quer dizer que o número de cópias do HIV por mL de sangue está abaixo do limite necessário para a detecção.  Este limite varia conforme o tipo de teste.  É importante lembrar que um resultado com carga viral indetectável não significa que a pessoa foi curada ou que ela não tem HIV.  Significa apenas que não há uma quantidade suficiente de HIV no sangue para poder ser detectado pelo teste utilizado. O HIV permanece nas células e nos tecidos do organismo.

Disponibilidade de exame de carga viral
Enquanto em muitos países de renda alta o acesso a exames de carga viral está amplamente disponível e os exames são utilizados para monitorar a doença como parte do tratamento, os países com recursos limitados não necessariamente têm acesso a essas ferramentas devido ao custo e às habilidades e à tecnologia necessárias. Em 2006, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um conjunto de diretrizes oficiais intituladas, “Terapia para adultos e adolescentes infectados pelo HIV: recomendações para a saúde pública.” Nas diretrizes a OMS recomenda a ampliação do acesso aos exames de carga viral nos serviços públicos de saúde, bem como novos exames mais simples. As diretrizes também observam que o exame de carga viral não está amplamente disponível e permanecerá restrito devido ao custo e à acessibilidade.
Para obter informações sobre a disponibilidade do exame de carga viral, procure seu médico ou uma organização que trabalha com HIV/Aids na sua cidade.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (Department of Health and Human Services - DHHS) atualizou recentemente suas Diretrizes para o Uso de Agentes Antirretrovirais em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV-1. Entre as mudanças mais significativas está a revisão da definição da falha virológica (agora considerada como sendo uma carga viral superior a 200 cópias/mL).  As diretrizes atualizadas estão disponíveis em.  Publicaremos uma matéria mais aprofundada na próxima edição. eblue